Previsão de chuva forte coloca cidades do RS em alerta para cheias; veja os mapas

Chuva volumosa e temporais colocam áreas do RS em alerta nos próximos dias O Rio Grande do Sul pode ter chuva intensa, temporais isolados, possibilidade de granizo e rajadas de…
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Chuva volumosa e temporais colocam áreas do RS em alerta nos próximos dias

O Rio Grande do Sul pode ter chuva intensa, temporais isolados, possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem superar 90 km/h entre esta segunda-feira (17) e quarta-feira (19).

A previsão atualizada pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado também indica risco hidrológico, principalmente no Sul, onde os volumes mais elevados podem provocar alagamentos, elevação de rios e cheias em arroios e pequenos cursos d’água.

Na área classificada como de alerta laranja, os acumulados podem ultrapassar 100 mm em seis horas e chegar a mais de 150 mm em 24 horas.

O rio Jaguarão é um dos pontos de atenção: a previsão indica uma elevação significativa, com possibilidade de superar o limiar de alerta para inundação.

Onde a chuva será mais intensa?

O período de maior preocupação começa nesta segunda-feira (17) e se estende pela terça-feira (18).

As áreas da Campanha e do Sul do Rio Grande do Sul concentram o maior risco de chuva intensa e volumosa.

Também há possibilidade de tempestades isoladas nas regiões Oeste, Campanha, Costa Doce, Centro e Sul. Durante esses temporais, podem ocorrer queda de granizo de tamanho grande e rajadas de vento superiores a 90 km/h.

Como fica o tempo na quarta-feira?

Na quarta-feira (19), o cenário muda de área, mas a instabilidade permanece. Há previsão de temporais com granizo, rajadas acima de 70 km/h e chuva forte na metade Norte, no Centro e na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Na metade Sul, a previsão continua indicando chuva moderada a pontualmente forte.

Por que existe risco de inundação?

Além da intensidade da chuva, a Defesa Civil acompanha a resposta dos rios e arroios. Atualmente, os níveis hidrológicos variam entre condições de normalidade e limiares de alerta para inundação, com tendência geral de estabilidade ou declínio.

O problema está na combinação entre os níveis atuais dos cursos d’água e os novos volumes de chuva previstos para a metade Sul.

Segundo a previsão hidrológica, podem ocorrer:

  • elevação rápida de arroios e pequenos rios;
  • extravasamento de cursos d’água;
  • alagamentos em áreas urbanas;
  • elevação dos níveis de rios maiores;
  • cheias em pontos mais vulneráveis.

Rio Jaguarão é um dos principais pontos de atenção

O rio Jaguarão deve apresentar uma elevação significativa durante o período do aviso. A projeção indica possibilidade de ultrapassagem do limiar de alerta para inundação.

Por isso, a Defesa Civil estabeleceu diferentes níveis de atenção no mapa hidrológico, representados pelas classificações laranja e amarela.

A classificação não significa que uma inundação ocorrerá necessariamente em todas as áreas indicadas.

Ela representa uma condição de risco baseada na previsão de chuva, no comportamento esperado dos rios e nas características das bacias hidrográficas.

Confira as regiões

Áreas com risco hidrológico

Chuva

Vigência: 17/8/26 a 19/8/26

Classificação:

  • 🟢 Normal
  • 🟡 Atenção
  • 🟠 Alerta
  • 🔴 Inundação
  • 🟣 Inundação extrema

Área verde — Normal:

  • São Borja
  • Santa Rosa
  • Santo Ângelo
  • Frederico Westphalen
  • Erechim
  • Sarandi
  • Passo Fundo
  • Vacaria
  • São José dos Ausentes
  • Cruz Alta
  • Soledade
  • Caxias do Sul
  • Gramado
  • Santiago
  • Santa Maria
  • Santa Cruz do Sul
  • Lajeado
  • Canoas
  • Tramandaí
  • Rio Pardo
  • Porto Alegre

Área amarela — Atenção:

  • Alegrete
  • Uruguaiana
  • São Gabriel
  • Caçapava do Sul
  • Camaquã
  • Bagé
  • Piratini
  • Pelotas
  • Santana do Livramento

Área laranja — Alerta:

  • Uruguaiana
  • Santana do Livramento
  • Jaguarão
  • Chuí
  • áreas próximas a Pelotas e Rio Grande

Áreas com risco meteorológico

Chuva

  • Frederico Westphalen
  • Erechim
  • Sarandi
  • Santa Rosa
  • Santo Ângelo
  • São Borja
  • Passo Fundo
  • Vacaria
  • S. J. dos Ausentes
  • Cruz Alta
  • Soledade
  • Caxias do Sul
  • Gramado
  • Santiago
  • Santa Maria
  • S. Cruz do Sul
  • Canela
  • Tramandaí
  • Porto Alegre
  • Rio Pardo
  • Canoas
  • Uruguaiana
  • Alegrete
  • São Gabriel
  • Caçapava do Sul
  • S. do Livramento
  • Bagé
  • Piratini
  • Pelotas
  • Rio Grande
  • Jaguarão
  • Camaquã
  • Mostardas

Qual a diferença entre risco meteorológico e risco hidrológico?

Os dois tipos de risco acompanham fenômenos diferentes, embora estejam relacionados.

Risco meteorológico

Está associado diretamente às condições atmosféricas previstas, como chuva intensa, tempestades, granizo e ventos fortes.

Risco hidrológico

Está relacionado à resposta da água no território após a chuva. Pode envolver elevação de rios, cheias, extravasamento, alagamentos e outros impactos associados ao excesso de água.

Uma mesma chuva pode, portanto, representar risco meteorológico e também provocar consequências hidrológicas, dependendo do volume, da duração da precipitação e das condições dos rios.

O alerta pode mudar nos próximos dias?

Sim. A previsão meteorológica e hidrológica é atualizada conforme a evolução das condições atmosféricas e dos níveis dos rios.

Por isso, moradores de áreas sujeitas a alagamentos ou próximas de rios devem acompanhar as atualizações oficiais, especialmente durante os períodos de chuva mais intensa.

O que os moradores devem fazer durante temporais?

Em caso de tempestade, a orientação geral é procurar abrigo em local seguro e evitar permanecer em áreas abertas durante a ocorrência de raios, vento forte ou granizo.

Também é recomendado evitar áreas sujeitas a alagamentos e não tentar atravessar trechos inundados, seja a pé ou de veículo. A profundidade e a força da correnteza podem ser difíceis de avaliar visualmente.

Em situações de emergência, os moradores devem acionar os serviços responsáveis e seguir as orientações das autoridades.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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