A morte da professora Carolina Oliveira, de 36 anos, por Influenza levou o Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) a cobrar medidas imediatas da Prefeitura para reforçar a prevenção contra doenças respiratórias nas escolas municipais.
Morte de professora leva sindicato a cobrar mudanças
Após a confirmação de que a professora Carolina Oliveira morreu em decorrência de Influenza, o Sinprocan encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Educação (SME) solicitando providências urgentes para fortalecer a vigilância sanitária nas escolas da rede municipal.
Segundo a entidade, o documento destaca a necessidade de ampliar medidas preventivas diante do crescimento de casos de doenças respiratórias como Influenza, H1N1 e Covid-19.
O sindicato afirma que muitos professores já receberam a vacina contra a gripe, porém a cobertura vacinal infantil ainda é considerada insuficiente, aumentando o potencial de transmissão dentro das salas de aula.
Protocolos de afastamento entram no centro do debate
Outro ponto destacado pelo Sinprocan é o protocolo atualmente adotado para afastamento de profissionais com sintomas gripais.
Conforme a entidade, docentes sintomáticos não são liberados imediatamente das atividades. Em muitos casos, é necessário aguardar exames laboratoriais para formalizar o isolamento.
Na avaliação do sindicato, esse intervalo pode favorecer a circulação dos vírus no ambiente escolar justamente durante períodos de maior incidência de doenças respiratórias.
Sobrecarga preocupa categoria
A presidente do sindicato afirma que os professores enfrentam uma combinação de fatores que agrava o cenário.
Além da exposição diária ao contato com centenas de estudantes, há relatos de sobrecarga de trabalho, desgaste físico e estresse contínuo.
Segundo a dirigente, esse conjunto de fatores pode comprometer o sistema imunológico dos profissionais, tornando-os mais vulneráveis às infecções respiratórias.
Dados da Influenza em Canoas acendem alerta
De acordo com o Painel de Hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do Rio Grande do Sul, Canoas contabiliza em 2026:
- 4 mortes por Influenza;
- 15 hospitalizações pela doença.
Entre os óbitos registrados, três ocorreram em pessoas pertencentes aos grupos prioritários por faixa etária, incluindo uma criança e dois idosos.
Já entre as internações, aproximadamente um terço corresponde a crianças entre 1 e 11 anos, reforçando a preocupação com a disseminação do vírus no ambiente escolar.
Cobertura vacinal infantil permanece abaixo da meta
Dados do Ministério da Saúde mostram que a vacinação contra a Influenza entre crianças de seis meses até menores de seis anos permanece abaixo do esperado em Canoas.
Do público-alvo de 21.355 crianças, foram aplicadas 7.263 doses, o que representa cobertura de apenas 34,01%.
Quem era Carolina Oliveira
Carolina Oliveira era professora de Português e Literatura da Escola Municipal de Ensino Fundamental Rio Grande do Sul, localizada no bairro Mato Grande.
Ela lecionava havia aproximadamente oito anos na instituição e era reconhecida por colegas e estudantes.
Segundo o diretor Fernando Lazzaretti, Carolina apresentou sintomas gripais durante a semana anterior, permaneceu trabalhando inicialmente e somente procurou atendimento médico na quinta-feira, quando recebeu atestado.
Seu quadro clínico evoluiu rapidamente e a professora morreu na terça-feira (7).
Em razão do luto, as aulas foram canceladas na escola.





















