Projeto eólico bilionário prevê cerca de 3 mil empregos no RS

Parque eólico de R$ 3,9 bilhões no Rio Grande do Sul aguarda licença ambiental prévia da Fepam e pode gerar 3 mil empregos, com obras previstas para iniciar em 2027….
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Foto: DGE Soluções Renováveis/Divulgação

Parque eólico de R$ 3,9 bilhões no Rio Grande do Sul aguarda licença ambiental prévia da Fepam e pode gerar 3 mil empregos, com obras previstas para iniciar em 2027.

Projeto bilionário aguarda licença para avançar

O projeto do parque eólico Torquato Severo, em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, depende da emissão da Licença Prévia (LP) pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para seguir para as próximas etapas.

O empreendimento representa um investimento estimado em R$ 3,9 bilhões e está sendo desenvolvido pela DGE Soluções Renováveis, em parceria com a Casa dos Ventos, considerada a maior desenvolvedora brasileira de projetos de energia renovável.

O que falta para o parque eólico ser construído?

Atualmente, o projeto encontra-se em análise técnica pela Fepam através de um Relatório Ambiental Simplificado (RAS).

A Licença Prévia é responsável por confirmar a viabilidade ambiental do empreendimento. Somente após essa etapa será possível solicitar a Licença de Instalação, documento indispensável para o início das obras.

Segundo a fundação, a análise técnica inicial ainda está em andamento. Caso sejam identificadas necessidades de complementação documental ou esclarecimentos adicionais, o empreendedor será notificado antes da continuidade do processo.

Até o momento, não existe prazo oficial para conclusão da análise.

Como será o parque eólico Torquato Severo

Estrutura prevista

O projeto prevê a instalação de 90 grandes aerogeradores, equipamentos responsáveis por transformar a energia dos ventos em eletricidade.

Cada turbina poderá atingir capacidade de até 8 megawatts (MW).

Cronograma estimado

  • Licença Prévia: em análise pela Fepam;
  • Obras: previsão para 2027;
  • Operação comercial: estimada para 2029.

Empregos

A construção deverá gerar aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos.

Energia será destinada a grandes consumidores

Diferentemente de diversos parques eólicos que comercializam energia em leilões públicos, o projeto Torquato Severo pretende operar por meio de contratos privados já negociados com grandes consumidores.

Entre os potenciais compradores estão empresas e segmentos como:

  • Data centers;
  • TikTok;
  • Carrefour;
  • ArcelorMittal.

Esse modelo reduz a dependência dos leilões federais e oferece maior previsibilidade financeira ao empreendimento.

Compensações ambientais previstas

Segundo a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, o projeto prevê aproximadamente R$ 17 milhões em compensações ambientais, recursos destinados a medidas mitigadoras e programas previstos no licenciamento.

Energia eólica offshore segue sem regulamentação

Enquanto os projetos terrestres continuam avançando, a expansão da energia eólica offshore permanece aguardando definições do governo federal.

Embora a legislação tenha sido aprovada pelo Congresso Nacional, ainda faltam regras para a cessão das áreas marítimas destinadas à implantação dos empreendimentos.

Segundo o Sindienergia-RS, o Rio Grande do Sul possui um dos maiores potenciais brasileiros para geração eólica em mar aberto.

Por que a energia offshore desperta tanto interesse?

Os aerogeradores instalados no mar apresentam custos significativamente superiores aos parques terrestres.

  • Custam aproximadamente três vezes mais para implantação;
  • Podem gerar até cinco vezes mais energia;
  • Produzem energia em horários diferentes dos parques terrestres, tornando as fontes complementares.

Além da geração elétrica, a energia offshore poderá abastecer projetos voltados à produção de:

  • Hidrogênio verde;
  • Amônia verde;
  • Fertilizantes;
  • Grandes data centers.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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