Se em alegre bando eles foram, para o regalo de exóticas saladas, dourados camarões, generosos licores e vinhos, e dos miminhos da presidente, como apaixonadas “vaquinhas de presépio” retornaram às redações de seus jornais e de suas emissoras de TV. Ou alguém ainda duvida de que – maquiavelicamente “filosofando”: os fins justificam os meios – a estratégia presidencial (será mesmo “dela”?) não fora no sentido de dourar a pílula indigesta da realização da Copa no Brasil?
Longe de eu afirmar, sequer insinuar que, após aquele encontro a tônica do pensamento, antes exacerbadamente contrária à realização da Copa, de alguns profissionais em suas respectivas mídias háde sofrer “sutis” mutações.
Após o episódio, no entanto, lendo e ouvindo opiniões e relatos de um dos doze “apóstolos” da última ceia palaciana (coincidentemente às vésperas da sexta-feira, 16), lembrei-me da expressão “mensagem ou propaganda subliminar”.
Assim são chamadas as mensagens de persuasão feitas para ser percebidas apenas no subconsciente.A primeira experiência do gênero foi realizada em 1956, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pelo publicitário Jim Vicary. Durante a projeção de um filme, ele inseriu a frase “Beba Coca-Cola” numa velocidade tão rápida – aparecendo com apenas 0,003 segundo de duração – que ela passava desapercebida. O olho humano só capta imagens que duram no mínimo 0,02 segundo, mas, de acordo com Vicary, as mensagens ficavam gravadas na mente das pessoas – tanto que, no intervalo do filme, as vendas do refrigerante aumentaram 60%. Ele repetiu a experiência com a mensagem “coma pipoca” e obteve o mesmo resultado.
Também é possível fazer propaganda subliminar com sons. Uma técnica comum é usar batidas de coração como ruído de fundo para propaganda política.O som fica quase imperceptível, principalmente se misturado à trilha sonora ou à fala do candidato, mas passa uma sensação de calma e segurança.O expediente já foi utilizado por políticos como Covas e Maluf.
O caso mais famoso resultante desse tipo de mensagem aconteceu no Japão, em 1997, quando mais de 700 crianças tiveram ataque epiléptico por causa do desenho Pokemón. A animação trazia um estímulo luminoso – flashes coloridos imperceptíveis – que deveria causar uma sensação agradável, mas que provocou curto-circuito no cérebro das crianças.
Propaganda subliminar é crime em países como Estados Unidos e França, mas aqui no Brasil não existe uma legislação específica sobre isso, embora o Código de Defesa do Consumidor (e o Código Eleitoral, o que diz?) deixe claro que este (o consumidor) tem o direito de saber quando está diante de uma mensagem publicitária.
Se você é leitor(a), ouvinte ou telespectador(a) assíduo(a) de algum dos doze jornalistas que se regalaram no alegre e fausto jantar-reunião presidencial, atente para o fato de que não haverá, doravante, a tentativa de mídias comprometidas instruir seus colaboradores a relativizar os danos nefastos da realização de um evento que só orgulha a mente de um ser sórdido, imoral e degenerado.
“Quem”… “quem”… “quem”?…






















