Raiva herbívora: quatro casos são confirmados em bovinos no RS

Raiva herbívora: quatro casos são confirmados em bovinos no RS e vacinação é ampliada Quatro casos de raiva herbívora em bovinos foram confirmados em Doutor Maurício Cardoso, no noroeste do…
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Foto: Inspetoria Defesa Agropecuária de Crissiumal/Divulgação

Raiva herbívora: quatro casos são confirmados em bovinos no RS e vacinação é ampliada

Quatro casos de raiva herbívora em bovinos foram confirmados em Doutor Maurício Cardoso, no noroeste do Rio Grande do Sul.

Os diagnósticos foram registrados entre 20 de julho e 4 de agosto, em quatro localidades do município. Um quinto caso suspeito ainda aguarda análise laboratorial.

Em Crissiumal, município vizinho, outro bovino também está sob investigação.

A confirmação mais recente foi divulgada na terça-feira (4) pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), laboratório oficial do Estado.

Em resposta aos focos, a Prefeitura de Doutor Maurício Cardoso adquiriu 3 mil doses de vacina contra a raiva para imunizar o rebanho bovino, que tem aproximadamente 5 mil animais cadastrados no sistema da Defesa Agropecuária.

Onde os casos de raiva foram confirmados

Os quatro diagnósticos positivos em Doutor Maurício Cardoso estão distribuídos por diferentes localidades do município:

  • Esquina Andrades;
  • Lajeado Correntino;
  • Nova Brasília;
  • Barra do Centro Novo.

O primeiro resultado positivo foi recebido em 20 de julho. Os segundo e terceiro casos foram confirmados em 28 de julho. O quarto diagnóstico foi confirmado em 4 de agosto pelo IPVDF.

A existência de casos em diferentes localidades aumenta a importância das medidas de vigilância e prevenção adotadas pela defesa agropecuária, especialmente a vacinação do rebanho e a identificação de possíveis abrigos de morcegos hematófagos.

Como está a vacinação dos bovinos

A Prefeitura de Doutor Maurício Cardoso adquiriu 3 mil doses de vacina contra a raiva. A imunização começou pelas áreas consideradas de maior risco e deverá avançar gradualmente para outras localidades.

Segundo a inspetoria veterinária, o município possui aproximadamente 5 mil cabeças de gado cadastradas no sistema da Defesa Agropecuária.

A estratégia inicial leva em consideração a necessidade de completar o esquema de vacinação dos animais que já receberam a primeira dose. Conforme o protocolo informado pela inspetoria, são previstas duas doses, com intervalo de 21 a 30 dias entre as aplicações.

O que acontece em Crissiumal

Em Crissiumal, município vizinho de Doutor Maurício Cardoso, um bovino apresentou suspeita de raiva herbívora na localidade de Barra do Buricá.

O material do animal foi coletado em 24 de julho e encaminhado para análise. Até o momento, o resultado oficial ainda não havia sido divulgado.

Enquanto aguarda o laudo, a inspetoria veterinária intensificou as ações preventivas no município. A confirmação ou não desse caso será importante para definir os próximos passos da vigilância sanitária na região.

Raiva herbívora também preocupa o Litoral Norte

O alerta sobre a raiva herbívora não se restringe ao noroeste do Rio Grande do Sul.

Em outro alerta sanitário emitido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os municípios de Caraá e São Francisco de Paula foram apontados como áreas de atenção, com possibilidade de disseminação para cidades vizinhas.

No Litoral Norte, a área de vigilância inclui Maquiné, além de Rolante e Riozinho.

A situação reforça a necessidade de atenção dos produtores da região, principalmente quanto à vacinação dos rebanhos e à identificação de possíveis abrigos de morcegos hematófagos, principais transmissores da raiva herbívora.

O alerta também reforça que a captura de morcegos hematófagos deve ser realizada por equipes especializadas, e não pelos próprios produtores.

Por que o morcego hematófago preocupa os produtores

A raiva dos herbívoros está diretamente relacionada ao ciclo rural da doença. Em bovinos, a principal forma de transmissão ocorre pela mordedura de morcegos hematófagos, especialmente da espécie Desmodus rotundus, conhecida como morcego-vampiro.

O animal infectado transmite o vírus por meio da saliva. A doença também pode atingir outros mamíferos e é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida entre animais e seres humanos.

O controle da doença não depende apenas da vacinação. O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros trabalha também com vigilância epidemiológica, investigação de casos suspeitos e monitoramento e controle dos morcegos hematófagos.

Onde os morcegos podem se esconder

Equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) estão realizando ações de controle do morcego hematófago em Doutor Maurício Cardoso e Crissiumal.

O trabalho inclui a localização de possíveis refúgios utilizados pelos animais. Entre os locais citados pela inspetoria veterinária estão:

  • casas rurais abandonadas;
  • troncos ocos de árvores;
  • fendas em rochas;
  • poços desativados.

Um dos sinais que pode ajudar na identificação desses locais é a presença de fezes com aparência semelhante à de óleo queimado.

O produtor que identificar um possível abrigo pode comunicar a localização à inspetoria veterinária pelo WhatsApp (55) 3537-4171.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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