Justiça determina reintegração de posse em Mostardas em área da Marinha

Procuradora esclarece caso de reintegrações de posse em área de Marinha Reintegração de posse em Mostardas foi autorizada pela Justiça Federal após decisão que reconheceu a ocupação irregular de uma…
Foto: Ronaldo Opa Opa/Especial Litoralmania

Procuradora esclarece caso de reintegrações de posse em área de Marinha

Reintegração de posse em Mostardas foi autorizada pela Justiça Federal após decisão que reconheceu a ocupação irregular de uma área pertencente à União, administrada pela Marinha do Brasil, no entorno do Farol da Solidão, localizado na zona costeira do município.

A sentença, atende a um pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Na semana passada, uma residência já foi demolida, o que provocou um clima de tensão e apreensão entre moradores locais.

A União argumenta que imóveis, situados na região conhecida como Solidão, integra terreno estratégico de domínio federal com finalidade de sinalização náutica, sendo essencial à segurança marítima e à salvaguarda da vida humana no mar.

A ocupação irregular da área — composta por cerca de 38 construções irregulares identificadas em 2014 — compromete a função do Farol e representa risco à integridade física de navegantes e ocupantes, diz a ação.

Justiça determina reintegração de posse em Mostardas em área da Marinha 10
Ronaldo Opa Opa/Especial Litoralmania

A ação judicial teria sido iniciada após esgotadas as tentativas de desocupação amigável e diálogo com o Município de Mostardas, que reconheceu, em documentos, a irregularidade do loteamento.

Apesar disso, alegou que grande parte dos ocupantes vive em vulnerabilidade social e depende de políticas públicas de moradia, solicitando tratamento mais abrangente ao problema.

A decisão judicial rejeitou os pedidos do Município para suspensão do processo e afastou os argumentos de ilegitimidade passiva e de continência com outra Ação Civil Pública em curso.

Reintegração de posse em Mostardas

O juiz responsável destacou que a finalidade da área é pública e estratégica, não sendo compatível com uso privado ou veraneio, mesmo em casos de vulnerabilidade social, já que não há residência habitual na área invadida.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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