Rescaldos de um domingo de eleições

Pensei em nada escrever sobre o pleito eleitoral ocorrido neste domingo, 5 de outubro. A mídia já o dissecara por todos os ângulos e flancos: surpreendente, inesperado, imprevisível, inusitado, enfim,…
Pensei em nada escrever sobre o pleito eleitoral ocorrido neste domingo, 5 de outubro. A mídia já o dissecara por todos os ângulos e flancos: surpreendente, inesperado, imprevisível, inusitado, enfim, todos os vocábulos que possam enriquecer a estupefação dos resultados deste primeiro turno não apenas na nossa província de São Pedro como no Brasil inteiro.

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O candidato ao Senado pelo PT, Olívio Dutra, se o olhássemos no fundo de seus olhos, parecia clamar: –“Estou aqui porque, antes de tudo, sou um “soldado” do partido”.Olívio já não detém mais o vigor para os grandes embates. Sob o olhar ficcionista deste escriba, ele parecia, mesmo, assim pensar: “O que estou fazendo neste filme?”. Claro fique, reafirmo, são meras suposições.

Lasier Martins (PDT), assim mesmo, por sua vez, só pôde “soltar o ar” quando a apuração dos votos alcançara os 98,99% das urnas apuradas.

As estratégias – no meu entender, totalmente equivocadas – do PT, tanto na campanha para a presidência como para o governo do Estado do Rio Grande do Sul, assemelharam-se: – desqualificar o oponente direto. Marina Silva (PSB) e Ana Amélia Lemos (PP), respectivamente, concorrentes de Dilma Rousseff e Tarso Genro, ambos do PT, foram alvos, com uma determinada dose de humilhação, até, de fatos pretéritos e atuais que colidiam frontalmente com o programa que ambas defendiam.

Resultado disso? Em linguagem turfística, os “cavalinhos que corriam por fora”, na reta final, mostraram seu surpreendente galope.Aécio Neves (PSDB) e José Ivo Sartori (PMDB) estão, respectivamente, na corrida presidencial e na do governo estadual.

Vigorou a polarização, a grenalização, o azul contra o vermelho. Será, sim, sem dúvida alguma, um segundo turno dos mais acirrados. Não se pode, neste momento, projetar quem sairá vitorioso, sob pena de “pagar o mico”, como hoje estão pagando os instituto de pesquisas e pelos quais torço mais pela incompetência do que pela hedionda manipulação. Eles perderam a confiabilidade.

Para finalizar, apenas uma ressalva: – O equivocado entendimento de Dilma Rousseff ao discursar para os seus correligionários do seu contentamento e felicidade ao constatar que “a grande maioria do povo brasileiro deseja a continuidade do nosso governo”.

Se somarmos os votos válidos, estes somam 58,43%, contra os 41,58% sufragados pró-Dilma, o que significa, neste momento,que a grande maioria não deseja o governo do PT.

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Iniciam-se os debates pelo segundo turno. Até as eleições, daqui a exatos vinte dias, muita água irá rolar por debaixo da ponte. Ah, isso vai!

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