Rodovias bloqueadas no RS: Estado tem 8 interdições totais e 4 parciais; veja os trechos
O Rio Grande do Sul tinha 12 pontos de bloqueio em rodovias estaduais no final da tarde desta terça-feira, 21 de julho, sendo oito interdições totais e quatro parciais.
O levantamento atualizado às 16h pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) mostra que a chuva está diretamente relacionada a algumas das interrupções mais recentes, com água sobre pistas, pontes submersas e queda de barreira.
Entre as ocorrências registradas nesta terça estão bloqueios em Relvado, São Gabriel e Marau. Em Passo Fundo, uma queda de barreira provocou bloqueio parcial.
A situação exige atenção de quem precisa viajar pelo Estado, principalmente porque as condições das estradas podem mudar conforme o nível da água e a evolução do tempo.
Quais rodovias estão totalmente bloqueadas no RS?

Conforme a atualização do CRBM das 16h desta terça-feira, são oito pontos com bloqueio total em rodovias estaduais.
- Feliz — ERS-843, km 0: ponte bloqueada no município. Existem rotas alternativas dentro do próprio município;
- Vila Flores — ERS-437, km 1 ao km 15: obras de governo no km 7, sem relação com as chuvas. Há rotas alternativas ligando Vila Flores, Antônio Prado e Flores da Cunha;
- Venâncio Aires — ERS-130, km 36: rodovia em construção, com desvio no próprio local por via paralela situada na área urbana;
- Agudo — ERS-348, km 48 ao km 54: desvio de rota no trecho. O trânsito está sendo direcionado por via paralela entre Agudo e Dona Francisca;
- Lavras do Sul — ERS-630, km 36: bloqueio total devido à presença de água sobre a pista no km 36, em direção ao município de São Gabriel. O local foi devidamente sinalizado;
- Relvado — ERS-433, km 8: a Ponte da Estiva, entre Encantado e Relvado, encontra-se submersa pelas águas do Arroio Jacaré. O trânsito está totalmente bloqueado e há desvio sinalizado por vias secundárias ou pelo município de Nova Bréscia;
- São Gabriel — ERS-630, km 56: água sobre a pista no trecho que liga ao município de Dom Pedrito. O local está sinalizado e existe rota alternativa pelas BR-290, BR-158, BR-293 ou ERS-473;
- Marau — ERS-324, km 208: bloqueio provocado por água passando sobre a pista na localidade de São Luís da Mortandade.
Onde existem bloqueios parciais?

Outros quatro pontos estavam com restrições parciais de circulação no levantamento divulgado pelo Comando Rodoviário.
- Bento Gonçalves — ERS-431, km 21: ponte caída. A travessia está sendo realizada por balsa;
- Dilermando de Aguiar — ERS-530, km 104: ponte de ferro permite a passagem em apenas uma faixa, com circulação de um veículo por vez. Caminhões podem passar com peso de até 45 toneladas;
- Santo Ângelo — ERS-344, km 101: trânsito opera no sistema “siga e pare”, controlado por semáforos, enquanto são realizadas obras de reforma da estrutura;
- Passo Fundo — ERS-135, km 5: queda de barreira e água sobre a pista. Máquinas trabalham na limpeza e desobstrução da via. A guarnição permanece no local realizando controle do fluxo de veículos e sinalização.
Chuva está por trás de novos bloqueios nas estradas
O boletim permite diferenciar interdições antigas ou relacionadas a obras das ocorrências provocadas pelas condições meteorológicas.
Entre os bloqueios registrados em 21 de julho, a situação meteorológica aparece diretamente nas ocorrências de Relvado, São Gabriel, Marau e Passo Fundo.
Em Relvado, a Ponte da Estiva ficou submersa. Em São Gabriel e Marau, há água sobre a pista. Já em Passo Fundo, além da presença de água, ocorreu queda de barreira.
Outros bloqueios da relação são anteriores ao atual episódio de chuva. A interdição da ERS-843 em Feliz, por exemplo, consta no levantamento desde 30 de abril de 2024. Há ainda trechos afetados por obras e problemas estruturais.
O que esperar do tempo no RS nos próximos dias?
A tendência meteorológica indica uma mudança gradual das condições no Rio Grande do Sul depois do período de instabilidade que atingiu o Estado.
Segundo previsão divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o avanço de um novo sistema frontal pelo Centro-Sul do Brasil deve deslocar as tempestades que estavam concentradas sobre o Rio Grande do Sul em direção ao Paraná, Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo entre quarta-feira (22) e quinta-feira (23).
O Inmet também prevê enfraquecimento nos próximos dias do Jato de Baixos Níveis (JBN), sistema que vinha contribuindo para rajadas de vento em áreas do Sul do Brasil.
A melhora do tempo, entretanto, não significa necessariamente normalização imediata das condições das rodovias.
Trechos que dependem da redução do nível de rios e arroios ou do escoamento da água acumulada podem permanecer interditados mesmo depois da diminuição ou interrupção da chuva. Pontos atingidos por deslizamentos também dependem de limpeza, avaliação e condições de segurança para liberação.
Semana começou com cenário de chuva intensa no Rio Grande do Sul
O episódio que afeta as estradas ocorre após uma sequência de dias de instabilidade no Estado.
Na previsão semanal para o período de 20 a 27 de julho, o Inmet indicou os maiores acumulados de precipitação justamente sobre áreas do Sul do país.
Para terça (21) e quarta-feira (22), o instituto meteorológico havia apontado a persistência de áreas de baixa pressão sobre o Sul e o avanço de um novo sistema frontal, combinação favorável à ocorrência de tempestades.
A MetSul Meteorologia também alertou para elevados volumes de precipitação no Rio Grande do Sul durante esta primeira metade da semana, com possibilidade de agravamento da situação hidrológica em diferentes regiões.
Por que a situação pode mudar mesmo depois que a chuva parar?
Bloqueios provocados por enchentes não dependem exclusivamente da chuva registrada exatamente no local da rodovia.
A água que cai em regiões mais altas percorre a bacia hidrográfica e pode elevar rios e arroios horas depois. Por isso, pontes e estradas próximas a cursos d’água podem apresentar agravamento mesmo após a redução da precipitação.
Da mesma forma, solos encharcados aumentam a atenção para deslizamentos e quedas de barreiras em trechos vulneráveis.
O caso registrado na ERS-135, em Passo Fundo, mostra esse segundo tipo de impacto: o boletim aponta queda de barreira e água sobre a pista, com máquinas trabalhando na desobstrução.
Motoristas devem consultar as condições antes de pegar a estrada
Quem pretende viajar pelo Rio Grande do Sul deve verificar as condições do trajeto próximo ao horário da saída, especialmente nas regiões afetadas pela chuva.
Os bloqueios podem ser retirados após a redução da água ou conclusão de serviços, mas novas restrições também podem ocorrer caso rios avancem sobre pistas, barreiras caiam ou alguma estrutura apresente risco.
Em locais bloqueados, o motorista deve respeitar a sinalização e utilizar somente os desvios oficialmente indicados. Tentar atravessar pontos com água sobre a pista representa risco, já que não é possível determinar visualmente a profundidade, a força da correnteza ou as condições do pavimento.
Resumo dos bloqueios nas rodovias estaduais do RS
- 8 bloqueios totais;
- 4 bloqueios parciais;
- 12 pontos com algum tipo de restrição;
- novas ocorrências associadas à chuva atingem Relvado, São Gabriel, Marau e Passo Fundo;
- há bloqueios antigos relacionados a pontes, obras e problemas estruturais;
- a atualização utilizada nesta reportagem foi divulgada às 16h de terça-feira, 21 de julho de 2026.
















