Radar começa a fiscalizar trecho da RS-734 onde veículos chegam a 100 km/h
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) iniciou nesta segunda-feira (3) a fiscalização com radar portátil no km 12 da RS-734, em Rio Grande, no trecho entre o aeroporto e a loja Havan, no sentido Cassino–Centro.
A medida foi adotada após o registro de 18 sinistros e oito pessoas feridas entre janeiro e julho deste ano nos quilômetros 11 e 12. No km 13, também houve uma morte no período.
O principal alerta para quem passa pelo local é a diferença entre a velocidade permitida e a praticada por alguns motoristas. O limite no trecho é de 60 km/h, mas a PRE identificou veículos circulando a mais de 80 km/h, 90 km/h e até 100 km/h durante os levantamentos que antecederam a operação.
Onde o radar está funcionando na RS-734?
A fiscalização foi instalada no km 12 da RS-734, no trecho entre o aeroporto e a loja Havan, em Rio Grande.
O equipamento está sendo utilizado no sentido Cassino–Centro. Segundo a PRE, o ponto foi escolhido a partir da análise dos acidentes registrados e do comportamento dos condutores.
Por que a PRE escolheu esse trecho?
A escolha está relacionada à concentração de ocorrências de trânsito e às características do trecho. Entre janeiro e julho, foram registrados 18 sinistros entre os quilômetros 11 e 12, com oito pessoas feridas.
De acordo com o comandante da PRE, capitão Ávila, a maior parte das ocorrências envolveu colisões traseiras. A corporação também registrou uma morte no km 13 durante o mesmo período.
Veículos chegaram a 100 km/h em trecho de 60 km/h
Um dos dados que ajudaram a motivar a fiscalização foi a velocidade observada pelos policiais durante os estudos realizados antes da implantação do radar.
Embora o limite seja de 60 km/h, foram identificados veículos trafegando acima de 80 km/h, 90 km/h e até 100 km/h.
A diferença é significativa: um veículo a 100 km/h está circulando cerca de 67% acima do limite permitido naquele trecho.
Além da infração de trânsito, velocidades mais altas reduzem o tempo disponível para que o motorista perceba uma situação de risco, reaja e consiga parar o veículo.
Faixas de pedestres e área escolar aumentam preocupação
A preocupação da PRE não está restrita aos motoristas. Segundo a corporação, parte dos sinistros ocorre nas proximidades de faixas de pedestres e de uma área escolar.
Isso faz com que a velocidade dos veículos tenha impacto direto também sobre quem atravessa a rodovia a pé.
O comandante da PRE relata que pedestres têm enfrentado dificuldades para atravessar a RS-734 no trecho. Para a corporação, a presença de usuários vulneráveis reforça a necessidade de reduzir a velocidade dos veículos.
Fiscalização tem caráter preventivo
A PRE afirma que a intenção do radar não é apenas registrar infrações, mas provocar uma mudança no comportamento dos motoristas.
Segundo o capitão Ávila, a equipe realizou estudos sobre as estatísticas de acidentes e avaliou o comportamento dos condutores antes de definir a implantação da fiscalização.
A operação também foi estruturada para ser perceptível aos motoristas. Conforme a PRE, o local é sinalizado com cone e a viatura permanece em posição ostensiva.
A lógica é simples: fazer com que o condutor identifique a fiscalização, reduza a velocidade e mantenha um comportamento mais seguro mesmo depois de passar pelo ponto monitorado.
















