Justiça não homologa flagrante e suspeito de matar mulher em Capão da Canoa é solto

A Justiça soltou neste sábado (13) o homem de 21 anos que confessou ter matado uma mulher e baleado o companheiro dela em Capão da Canoa. Justiça não homologa prisão…
Capão da Canoa
Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Justiça soltou neste sábado (13) o homem de 21 anos que confessou ter matado uma mulher e baleado o companheiro dela em Capão da Canoa.

Justiça não homologa prisão e suspeito deixa a cadeia

O homem havia sido preso na quinta-feira (11), um dia após o crime, durante uma operação da Polícia Civil em Itati.

Apesar da confissão formal, a prisão em flagrante não foi homologada pelo Judiciário, resultando na soltura imediata.

Crime ocorreu em Arroio Teixeira

O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (10), em uma residência no distrito de Arroio Teixeira, em Capão da Canoa.

No local, Claudia de Souza, de 52 anos, foi encontrada morta dentro da casa.

Moacir de Oliveira, de 61 anos, foi socorrido em estado gravíssimo.

Ele segue internado sob protocolo de avaliação de morte encefálica.

Confissão mudou rumo da investigação

Inicialmente, a Polícia Civil tratava o caso como possível latrocínio.

Isso porque o veículo das vítimas e uma carteira haviam sido levados após o ataque.

Com a prisão e o depoimento do investigado, a linha de investigação mudou completamente.

Carro foi usado apenas para fuga

Segundo o delegado Marco Swirski, o automóvel foi utilizado exclusivamente para facilitar a fuga.

Com isso, os investigadores descartaram oficialmente a hipótese de roubo seguido de morte.

Arma e veículo ainda desaparecidos

A arma usada nos disparos ainda não foi localizada.

O carro levado da residência também segue desaparecido.

Suspeito morava nos fundos da casa

De acordo com a investigação, o homem residia havia cerca de dois meses nos fundos do imóvel onde moravam as vítimas.

Essa proximidade ampliou a complexidade do caso e revelou uma convivência marcada por conflitos constantes.

Motivação envolve ameaças, drogas e ciúmes

O que dizem os depoimentos

A Polícia Civil identificou um histórico de desavenças entre o investigado e Moacir.

Os relatos citam ameaças, tráfico de drogas, divergências pessoais, questões religiosas e ciúmes.

A companheira do suspeito confirmou parte da versão apresentada em depoimento.

Escalada de tensão antes do crime

Segundo os relatos, na noite anterior ao assassinato teriam ocorrido novos episódios de ameaça e até disparos de arma de fogo.

Esse contexto é tratado pelos investigadores como peça central para entender a dinâmica do homicídio.

Execução dentro da residência

Segundo a confissão, o investigado entrou na casa na manhã de quarta-feira.

Moacir dormia quando foi atingido com um disparo na cabeça.

Na sequência, Claudia apareceu e disse que chamaria a polícia. Ela também foi baleada.

Direto ao ponto

  • Suspeito de 21 anos confessou o crime
  • Justiça não homologou a prisão em flagrante
  • Claudia de Souza, 52 anos, morreu no local
  • Moacir de Oliveira, 61 anos, segue em estado crítico
  • Polícia trata o caso como homicídio qualificado e tentativa de homicídio

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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