Temporal já deixa 119 municípios afetados no RS; há 1 morte e 4 desaparecidos

Temporal já deixa 119 municípios afetados no RS; há 1 morte e 4 desaparecidos
Foto: São José do Norte

Temporal já deixa 119 municípios afetados no RS; há 1 morte, 4 desaparecidos e 3 feridos

O temporal que atinge o Rio Grande do Sul desde sexta-feira (18) já provocou 122 ocorrências em 119 municípios, segundo um extrato preliminar do sistema oficial da Defesa Civil estadual atualizado às 17h02 desta segunda-feira (21).

Do total de ocorrências, 109 apresentaram danos humanos ou materiais superiores a zero, distribuídos por 107 municípios. Entre os principais registros estão vendavais, chuvas intensas, granizo, alagamentos, enxurradas, deslizamentos e ocorrências relacionadas a solo e lama.

O balanço aponta 1 morte, 3 feridos e 4 pessoas desaparecidas. Também são contabilizadas 101 pessoas desabrigadas e 701 desalojadas.

Temporal já afetou 485 mil pessoas

O número de pessoas afetadas pelo evento chegou a 485.170, conforme os registros inseridos no sistema.

O município que concentra o maior número é Pelotas, com 336.151 pessoas afetadas por um vendaval. Santa Vitória do Palmar aparece na sequência, com 30 mil pessoas afetadas.

O levantamento considera pessoas afetadas pelas ocorrências registradas e não significa que todas tenham sofrido danos diretos em suas residências.

Pelotas registra a única morte confirmada até agora

Pelotas é o único município que aparece no extrato com óbito confirmado. A cidade teve um dos episódios mais severos do temporal, com ventos de até 89 km/h registrados pela prefeitura.

O município registrou destelhamentos, quedas de árvores, falta de energia e problemas no abastecimento de água. As aulas da rede pública municipal foram canceladas nesta segunda-feira.

A Prefeitura informou que mais de 200 pedidos chegaram ao plantão da Defesa Civil até as 10h e que as equipes trabalhavam para restabelecer serviços essenciais.

Quatro pessoas estão desaparecidas

O extrato estadual contabiliza quatro pessoas desaparecidas no conjunto das ocorrências.

Entre os casos já divulgados está o de Caxias do Sul, onde quatro pessoas desapareceram em duas ocorrências provocadas pela força da água. Em uma delas, um veículo foi arrastado por uma enxurrada e um homem foi resgatado, enquanto três pessoas permaneciam desaparecidas.

Em outro ponto do município, um homem desapareceu enquanto realizava a limpeza de uma galeria e teria sido arrastado pela água.

As buscas continuavam sendo realizadas pelo Corpo de Bombeiros. O município também estava sob alerta vermelho da Defesa Civil estadual para risco muito alto de deslizamentos pontuais, válido até a manhã de terça-feira (22).

Capão da Canoa está entre os municípios mais afetados

No Litoral Norte, Capão da Canoa aparece entre os dez municípios com maior número de pessoas afetadas, com 11.202 registros.

O sistema estadual contabiliza ainda duas pessoas desalojadas, dez casas destelhadas, 20 quedas de árvores, 50 postes ou trechos de fiação danificados e duas vias locais obstruídas no município.

Capão da Canoa também esteve entre as cidades do Litoral Norte atingidas por fortes ventos e outros efeitos do temporal nesta segunda-feira.

Cidreira também aparece entre as cidades mais afetadas

Cidreira registra 10.272 pessoas afetadas pelo vendaval, segundo o extrato.

Entre os danos materiais contabilizados estão uma casa destelhada e 13 postes ou trechos de fiação danificados.

O município também suspendeu as aulas da rede municipal nos três turnos nesta segunda-feira em razão das condições meteorológicas, da falta de energia elétrica e dos riscos de deslocamento.

Nova Santa Rita lidera em quantidade de danos materiais

Quando o critério utilizado é a soma dos quantitativos de danos materiais registrados, Nova Santa Rita aparece na primeira posição do levantamento.

O município soma 433 registros de danos materiais, incluindo 400 casas destelhadas, quatro escolas danificadas, três casas danificadas, dez quedas de árvores, dez postes ou trechos de fiação danificados e cinco vias obstruídas.

O número é um quantitativo de ocorrências e não representa valor financeiro dos prejuízos nem estabelece uma classificação pela gravidade dos danos.

Veja os municípios com mais danos materiais registrados

  1. Nova Santa Rita: 433 registros de danos materiais.
  2. Candiota: 125.
  3. Canguçu: 102.
  4. São José do Norte: 102.
  5. Vila Nova do Sul: 100.
  6. Capão da Canoa: 83.
  7. Aceguá: 71.
  8. Caxias do Sul: 68.
  9. Parobé: 66.
  10. Alto Alegre: 63.

São José do Norte teve casas destruídas e destelhadas

Outro destaque do levantamento é São José do Norte, no Litoral Sul do Estado.

O município aparece com 102 registros de danos materiais: 15 casas destruídas, três casas danificadas, 82 casas destelhadas e dois postes ou trechos de fiação danificados.

O número coloca São José do Norte entre os municípios com maior volume de danos materiais registrados até a atualização do sistema.

Candiota teve dezenas de casas danificadas

Em Candiota, o sistema registra 46 casas danificadas e três casas destelhadas, além de 70 quedas de árvores e cinco vias locais obstruídas.

Ao todo, o município aparece com 125 registros de danos materiais e 10 mil pessoas afetadas por chuvas intensas.

O temporal também atingiu escolas e unidades de saúde

Os impactos chegaram a serviços essenciais. O balanço estadual contabiliza 27 estabelecimentos de ensino danificados e sete estabelecimentos de saúde atingidos.

Também foram registrados danos em cinco outros prédios públicos e em 21 estabelecimentos classificados na categoria de outros danos.

Caxias do Sul, por exemplo, aparece com 14 escolas danificadas, três estabelecimentos de saúde atingidos e dez outros estabelecimentos danificados.

Defesa Civil mantém alertas para diferentes regiões

Mesmo após a passagem da primeira onda de tempo severo, a situação ainda exige atenção em diferentes regiões do Estado.

A Defesa Civil estadual informou nesta segunda-feira que áreas do Norte, Vales e Serra ainda poderiam registrar chuva intensa e volumosa em curto período, com acumulados adicionais de 50 a 80 milímetros em 12 horas.

O órgão também alertou que os acumulados totais do evento poderiam superar 200 milímetros em algumas áreas.

Na região hidrográfica do Guaíba, havia risco de alagamentos, enxurradas e elevação de rios e arroios. Também foram apontados riscos de inundação nos rios Jacuí, Taquari, Caí, Paranhana e Sinos.

O que significa o número de pessoas afetadas?

O total de 485.170 pessoas afetadas não corresponde ao número de pessoas que tiveram suas casas danificadas ou precisaram deixar suas residências.

O indicador reúne pessoas impactadas pelas ocorrências registradas no sistema da Defesa Civil. Por isso, um município pode apresentar um número elevado de pessoas afetadas mesmo sem registrar quantidade proporcional de casas destruídas ou danificadas.

Já os números de desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos correspondem a categorias específicas de danos humanos.

Evento ainda está em atualização

A própria Defesa Civil ressalta que os dados são preliminares e ainda estão em fase de validação e atualização junto às coordenadorias regionais, coordenadorias municipais e ao sistema federal de registro de desastres.

Isso significa que o número de municípios atingidos, pessoas afetadas, danos materiais e vítimas pode mudar nas próximas atualizações.

O levantamento utilizado nesta reportagem foi gerado às 17h02 de 21 de setembro de 2026. Portanto, os números representam a situação registrada naquele momento e não necessariamente o balanço final do temporal.

Resumo do balanço estadual

  • 122 ocorrências registradas.
  • 119 municípios com ocorrências.
  • 107 municípios com danos humanos ou materiais maiores que zero.
  • 485.170 pessoas afetadas.
  • 1 óbito confirmado.
  • 3 feridos.
  • 4 desaparecidos.
  • 101 desabrigados.
  • 701 desalojados.
  • 18 casas destruídas.
  • 273 casas danificadas.
  • 1.009 casas destelhadas.
  • 62 casas alagadas.
  • 27 estabelecimentos de ensino danificados.
  • 7 estabelecimentos de saúde danificados.

Os dados podem ser atualizados pela Defesa Civil à medida que os municípios concluírem os levantamentos dos estragos.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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