Sete cidades do Litoral Norte reportam danos após chuva e vento no RS

Temporal deixa danos no Litoral Norte; 7 cidades estão na lista da Defesa Civil Sete municípios do Litoral Norte do Rio Grande do Sul reportaram danos à Defesa Civil em…
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Foto: Rogério Reinheimer Bernardes/Litoralmania

Temporal deixa danos no Litoral Norte; 7 cidades estão na lista da Defesa Civil

Sete municípios do Litoral Norte do Rio Grande do Sul reportaram danos à Defesa Civil em meio às chuvas intensas e aos ventos que atingiram o Estado.

O balanço divulgado na manhã desta quarta-feira, 22 de julho, inclui Caraá, Cidreira, Maquiné, Terra de Areia, Tramandaí, Três Forquilhas e Xangri-Lá. Na região, as rajadas chegaram a 53,3 km/h em Tramandaí e 51,5 km/h em Capão da Canoa.

O impacto, porém, é muito mais amplo. O levantamento da Defesa Civil contabiliza 143 municípios gaúchos afetados pelo evento meteorológico. Há 51 pessoas desabrigadas, 155 desalojadas e uma pessoa ferida. Até a atualização da manhã, não havia registro de mortes ou desaparecidos.

Os dados fazem parte do Aviso Hidrometeorológico 10/2026 e reúnem informações observadas pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC) e ocorrências acompanhadas pelo Centro de Operações (Codec).

Quais cidades do Litoral Norte reportaram danos?

Entre os 143 municípios relacionados pela Defesa Civil, sete pertencem ao Litoral Norte:

  • Caraá
  • Cidreira
  • Maquiné
  • Terra de Areia
  • Tramandaí
  • Três Forquilhas
  • Xangri-Lá

O boletim estadual informa quais municípios reportaram danos, mas não individualiza, nessa relação, o tipo ou a dimensão dos prejuízos registrados em cada uma dessas sete cidades. Portanto, a presença de um município na lista não permite concluir, por si só, qual estrutura foi atingida ou qual foi a gravidade local.

Capão da Canoa, Torres e Palmares do Sul aparecem nos registros meteorológicos de vento, mas não constam na relação de 143 municípios que reportaram danos apresentada nesta atualização.

Tramandaí e Capão da Canoa tiveram rajadas acima de 50 km/h

As estações de monitoramento mostram que o vento também ganhou força no litoral. Considerando as medições das últimas 12 horas até as 5h30 desta quarta-feira, Tramandaí registrou rajada de 53,3 km/h e Capão da Canoa, de 51,5 km/h.

Em Palmares do Sul, a velocidade chegou a 49 km/h, enquanto Torres registrou 42,5 km/h. Mostardas teve 33,8 km/h.

Entre essas medições, Tramandaí e Capão da Canoa aparecem entre os pontos de maior velocidade do vento monitorados no Estado no período de 12 horas.

O maior valor estadual nesse intervalo foi registrado em São José dos Ausentes, com 63 km/h, seguido por Santana do Livramento, com 60,1 km/h, e Pinhal da Serra, com 56,3 km/h.

Terra de Areia acumulou 77,8 mm de chuva em um dia

A chuva também aparece com volumes expressivos em pontos do Litoral Norte.

Terra de Areia acumulou 77,8 milímetros em um dia, segundo o levantamento das estações apresentado pela Defesa Civil. No recorte das últimas 12 horas, o município registrou 34,4 mm.

Maquiné aparece com 28,8 mm em 12 horas, enquanto Capão da Canoa registrou 24,6 mm no mesmo intervalo. Torres chegou a 34,6 mm.

Os números ajudam a dimensionar que o episódio não se restringiu ao vento no litoral: houve combinação de precipitação e rajadas em diferentes pontos da região.

RS teve mais de 200 mm de chuva em 24 horas

Enquanto o Litoral Norte registrava danos e vento forte, outras regiões gaúchas enfrentavam volumes de chuva ainda mais extremos.

O maior acumulado de 24 horas apresentado no boletim ocorreu em Paraí, com 200,8 mm. Marau aparece logo depois, com 192 mm, seguido de André da Rocha, com 180 mm, e Passo Fundo, com 178,6 mm.

Também foram registrados 172,8 mm em Condor, 172 mm em Getúlio Vargas, 171,4 mm em Porto Lucena e 171,2 mm em Lagoa Vermelha.

Nas últimas 12 horas consideradas pelo levantamento, Marcelino Ramos acumulou 138 mm, Paim Filho 128,2 mm e Getúlio Vargas 119,4 mm.

143 municípios gaúchos foram afetados

O balanço estadual dimensiona a abrangência do evento: 143 municípios aparecem como afetados.

A Defesa Civil esclarece que cada município é contabilizado apenas uma vez nesse total, mesmo quando está relacionado a mais de um tipo de desastre ou possui ocorrências registradas em datas diferentes.

Quando as ocorrências são separadas pela Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade), o levantamento aponta 84 registros vinculados a chuvas intensas e 58 a vendavais.

Há ainda 9 registros de movimentos de massa, 8 de inundações, 7 de granizo, 5 de alagamentos e 2 classificados como outros eventos. O boletim não registra enxurradas nessa contabilização.

A soma dessas ocorrências supera o número de municípios afetados porque uma mesma cidade pode estar associada a mais de um tipo de evento.

Temporal deixa 51 desabrigados e 155 desalojados no RS

O balanço de danos humanos divulgado na manhã desta quarta-feira aponta 51 pessoas desabrigadas e 155 desalojadas no Rio Grande do Sul.

Há ainda uma pessoa ferida. A Defesa Civil informa zero óbitos, zero mortes em investigação e nenhum desaparecido nesta atualização.

Os números são estaduais. O documento não atribui, nessa tabela, os desabrigados, desalojados ou o ferido a municípios específicos.

O que significam desabrigado e desalojado?

Os dois termos representam situações diferentes em levantamentos de desastres. Desalojada é a pessoa que precisou deixar temporariamente sua residência e encontrou abrigo por meios próprios, como na casa de familiares ou amigos. Desabrigada é aquela que necessita de abrigo temporário disponibilizado ou organizado pelo poder público.

Por isso, os 51 desabrigados e 155 desalojados não devem ser somados e apresentados simplesmente como pessoas em abrigos públicos.

O que os dados mostram sobre o Litoral Norte

O boletim da manhã permite separar dois indicadores que não devem ser confundidos: registro meteorológico e comunicação de danos.

Capão da Canoa, por exemplo, teve rajada de 51,5 km/h e aparece entre as estações com chuva registrada, mas não integra a lista de municípios que comunicaram danos nesta atualização. Já Caraá, Cidreira, Maquiné, Terra de Areia, Tramandaí, Três Forquilhas e Xangri-Lá constam oficialmente na relação de cidades com danos reportados.

Isso também significa que o balanço é um retrato da situação disponível no momento da atualização e não deve ser interpretado como uma classificação definitiva de quais cidades foram mais ou menos atingidas.

De onde vêm os números?

Os acumulados de chuva apresentados pela Defesa Civil têm como fontes Simagro, Cemaden, INMET e ANA. Os dados de rajadas de vento são provenientes de Simagro, INMET e Redemet.

As medições utilizadas nas tabelas foram atualizadas às 5h30 de 22 de julho de 2026.

O balanço de municípios afetados e danos humanos é acompanhado pelo Centro de Operações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

Emergências

Em situações de emergência, a orientação informada pela Defesa Civil no boletim é acionar os serviços pelos telefones 190 ou 193.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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