Professora é condenada a 14 anos após relação com aluno no Litoral Norte

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a condenação de uma professora da rede pública a 14 anos de prisão por estupro de vulnerável contra um aluno…
Ataque, Professora é condenada a 14 anos após relação com aluno no Litoral Norte
Foto: Freepik

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a condenação de uma professora da rede pública a 14 anos de prisão por estupro de vulnerável contra um aluno menor de 14 anos em município do Litoral Norte.

Decisão unânime mantém pena e perda do cargo

Por unanimidade, a 8ª Câmara Criminal do TJRS negou o recurso da defesa e confirmou integralmente a sentença de primeiro grau.

O julgamento foi relatado pela desembargadora Fabianne Breton Baisch, acompanhada pelas magistradas Isabel de Borba Lucas e Vanessa Gastal de Magalhães.

Além da pena de reclusão em regime fechado, foi mantida a perda do cargo público, diante da gravidade dos fatos e da posição de autoridade exercida pela acusada.

Como o caso veio à tona

De acordo com a denúncia, a professora manteve um relacionamento sexual com o adolescente durante cerca de um ano.

Os fatos foram descobertos depois que familiares localizaram mensagens trocadas entre ambos em um aplicativo de celular.

O conteúdo evidenciava não apenas vínculo afetivo, mas também a relação de natureza sexual.

Provas digitais foram decisivas

Durante a instrução processual, a Justiça reuniu:

  • Depoimento da vítima;
  • Relatos de familiares;
  • Testemunhos complementares;
  • Registros de conversas digitais;
  • Outros elementos eletrônicos anexados ao processo.

A defesa tentou invalidar essas provas, alegando possibilidade de manipulação, mas o argumento foi rejeitado pelo colegiado.

TJRS reforça peso da palavra da vítima

Na decisão, a relatora destacou que crimes sexuais envolvendo menores têm dinâmica complexa e, por isso, o depoimento da vítima possui valor central quando é coerente e respaldado por outros elementos.

Segundo a magistrada, as mensagens foram obtidas de forma espontânea pelos familiares e apresentaram consistência com os demais elementos do processo.

O Tribunal também confirmou que os abusos começaram quando o adolescente tinha 13 anos, tornando juridicamente irrelevante qualquer hipótese de consentimento.

Abuso de autoridade agravou a pena

Um dos pontos centrais para o aumento da pena foi a condição funcional da ré.

Na avaliação do TJRS, a professora utilizou sua posição de autoridade moral, psicológica e pedagógica para facilitar a aproximação e manter o ciclo de abusos.

A diferença de idade entre os envolvidos também pesou: eram 21 anos de diferença, com a acusada tendo 34 anos à época.

Continuidade delitiva foi reconhecida

A Justiça entendeu que os abusos ocorreram de forma reiterada, e não isolada, configurando continuidade delitiva.

Esse fator elevou a pena-base e reforçou a gravidade do caso.

O nome da cidade não foi divulgada.

Direto ao ponto

  • 14 anos de prisão em regime fechado;
  • Perda definitiva do cargo público;
  • Abusos ocorreram durante cerca de 1 ano;
  • Vítima tinha 13 anos no início dos fatos;
  • TJRS confirmou validade das provas digitais.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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