Diante de um fato que aconteceu-me, hoje de manhã, encontrei um espaço entre as minhas múltiplas atividades e vim para computador fazer um texto que relatasse, ainda que de forma insuficiente, a importância do que vivenciei.
Hoje fui cedo no Supermercado buscar alguns mantimentos para casa e depois de compra-los, pois eram poucos, me dirigi aos caixas os quais estavam totalmente lotados de clientes querendo passar suas compras e pagar o valor de seus consumos
Dei uma olhada geral e encontrei um caixa, no qual, tinham mais ou menos dez clientes, com os seus “carrinhos” cheios de mercadorias. Me posicionei em último lugar e, em poucos minutos, chegou uma senhora de meia idade e postou-se atrás de mim.
Na minha frente um jovem que estava, também , esperando a sua vez de ser atendido.
Dado a quantidade compras que cada cliente estava levando a fila andava lentamente.
Mas fomos chegado…
Quando chegou a vez do jovem ser atendido ele olhou para o meu carrinho e como viu que tinha poucos itens disse uma frase surpreendente, para os dias de hoje:
O Senhor pode passar na minha frente e dirigindo-se a senhora que estava às minhas costas disse: e a senhora também pode passar. Vi que o senhor que já esta sendo atendido tem poucas compras e que a senhora também, então não é justo que eu seja atendido antes de vocês os dois.
A senhora ficou muito agradecida e disse que estava com o marido acamado pois tinha sofrido uma cirurgia e ela estava, realmente, com muita pressa.
Eu parei de passar os meus produtos no caixa e não quis falar dos momentos difíceis, de doença, que estou passado com meus familiares e me limitei a dizer-lhe: Meu jovem fico-lhe grato pela sua atitude comigo e com esta senhora e gostaria de poder conhecer o seu pai para parabeniza-lo pela educação que lhe deu.
Vi o jovem baixar a cabeça e, com a voz embargada pela emoção, me dizer: Lhe agradeço mas vai ser impossível conhecer o meu pai pois faleceu quando eu tinha 16 anos.
Compreendi a sua emoção e estendi a mão e lhe cumprimentei desejando-lhe uma boa sexta feira e um excelente fim de semana.
Paguei as minhas compras e dirigi-me para a saída do supermercado imaginando a qualidade de educação, caseira, que aquele pai deu a seu filho que lhe permite, hoje, ser um homem de bem, cavalheiro e educado de tal maneira que permite duas pessoas passarem a sua frente em uma fila de supermercado.
Esta atitude se reveste de grande relevância quando, no momento presente, furar filas, passar na frente, ser beneficiado por passar outros para trás e levar vantagem, em qualquer situação, é o modelo de procedimento que tomou padrões de normalidade e quem não age assim é considerado um ingênuo ou um “bobalhão” na linguagem popular.
Da saída do mercado até ao meu carro existia uma distancia considerável que permitiu analisar a atitude do jovem e ter a certeza que ele passará para os seus filhos os ensinamentos do seu pai e contribuirá para que , no futuro, tenhamos homens e mulheres que, pelos seus comportamentos e atitudes, se constituam naquele rol de pessoas honestas, honradas e do bem que, mesmo sendo poucos, nos permitem continuar tendo esperanças de dias melhores para o povo de minha cidade, de meu estado, de meu país e do mundo….





















