Veja como sobreviveu o grupo que estava desaparecido em cânion no Litoral Norte

Grupo de trilheiros desaparecido no cânion Tajuvas é localizado após quase 48 horas no Litoral Norte As quatro pessoas que estavam desaparecidas desde domingo (30) no cânion Tajuvas, em Morrinhos…
Grupo, Desaparecidas, trilheiros desaparecidos em cânion de Morrinhos do Sul
Foto: Prefeitura Morrinhos do Sul/Divulgação

Grupo de trilheiros desaparecido no cânion Tajuvas é localizado após quase 48 horas no Litoral Norte

As quatro pessoas que estavam desaparecidas desde domingo (30) no cânion Tajuvas, em Morrinhos do Sul, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, foram localizadas na manhã desta terça-feira (1º) pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS).

O grupo, formado por um homem, duas mulheres e um adolescente, estava acampado em uma área de difícil acesso, mais afastada da trilha inicialmente percorrida.

Os trilheiros são de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, e passaram quase 48 horas sem contato com o grupo original. As buscas mobilizaram diferentes equipes do CBMRS, além de moradores e pessoas que conhecem a região.

Por que o grupo desapareceu?

O grupo original era formado por seis pessoas e contava com o acompanhamento de um guia durante a trilha realizada na manhã de domingo.

De acordo com as informações repassadas pelo CBMRS, quatro integrantes seguiram por um caminho que não havia sido recomendado pelo profissional e acabaram se separando dos demais.

Quando retornou ao ponto de encontro, o guia percebeu que os quatro não haviam voltado. Ele voltou para tentar encontrá-los, mas não conseguiu.

O Corpo de Bombeiros foi acionado na noite de domingo.

Trilheiros decidiram montar acampamento por causa do tempo

Uma das pessoas encontradas, Carmelita Rodrigues dos Santos, relatou em uma entrevista que o grupo decidiu permanecer no local depois que as condições meteorológicas pioraram.

Segundo ela, a neblina reduziu completamente a visibilidade e a chuva começou a cair. Diante da dificuldade para continuar o deslocamento com segurança, os quatro optaram por montar um acampamento e aguardar uma melhora nas condições.

Carmelita afirmou que o grupo tinha comida e água e que não passou frio ou fome durante o período em que permaneceu no local. Segundo o relato, eles também fizeram uma fogueira e montaram uma estrutura para permanecer no ponto até que fosse possível retornar.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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