Ventos de 108 km/h impedem pouso de avião com 61 passageiros no RS

Ventos de 108 km/h impedem pouso de avião com 61 passageiros em Santo Ângelo Ventos de até 108 km/h impediram o pouso de um avião da Azul no Aeroporto Regional…
Ventos de 108 km/h impedem pouso de avião com 61 passageiros no RS
Foto: IA - Meramente ilustrativa

Ventos de 108 km/h impedem pouso de avião com 61 passageiros em Santo Ângelo

Ventos de até 108 km/h impediram o pouso de um avião da Azul no Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, na região das Missões, na sexta-feira (17).

A aeronave, que transportava 61 passageiros, tentou se aproximar do aeroporto, mas, diante das condições adversas, precisou retornar a Porto Alegre, de onde havia partido.

Segundo informações da Defesa Civil, o avião sobrevoou o aeroporto três vezes durante as tentativas de pouso. As rajadas, entretanto, tornaram a operação insegura e a tripulação optou pelo retorno à capital gaúcha.

Por que o avião não conseguiu pousar em Santo Ângelo?

O principal obstáculo foi a intensidade do vento registrada na região. De acordo com o relato do presidente do aeroclube de Santo Ângelo, Paulo Dalla, as rajadas chegaram a 108 km/h no período em que a aeronave deveria aterrissar.

Segundo Dalla, a velocidade observada naquele momento estava cerca de quatro vezes acima do parâmetro considerado seguro para a operação daquela aeronave nas condições enfrentadas no aeroporto.

A decisão de não prosseguir com o pouso é uma medida operacional de segurança. Em situações de vento intenso, especialmente quando há rajadas ou componentes de vento desfavoráveis à pista, pilotos podem interromper uma aproximação e realizar uma nova tentativa.

Quando as condições permanecem inadequadas, a aeronave pode seguir para um aeroporto alternativo ou retornar ao ponto de origem, conforme o planejamento operacional, as condições meteorológicas e a autonomia disponível.

Avião fez três tentativas antes de retornar

Conforme a Defesa Civil, a aeronave sobrevoou o aeroporto três vezes na tentativa de completar a operação.

Sem condições consideradas adequadas para uma aterrissagem segura, o voo retornou para Porto Alegre. Não há, nas informações disponíveis, registro de feridos entre os 61 passageiros que estavam a bordo.

O episódio mostra como condições meteorológicas severas podem afetar rapidamente a aviação regional, mesmo quando o aeroporto permanece operacional. A decisão final sobre uma aproximação considera fatores como intensidade e direção do vento, características da pista, limites operacionais da aeronave e procedimentos de segurança da tripulação.

Vento forte também interrompe aulas de voo

Os impactos das rajadas não ficaram restritos ao voo comercial.

Atividades de instrução estavam programadas para ocorrer no aeroclube de Santo Ângelo no mesmo período, mas precisaram ser interrompidas devido às condições meteorológicas.

Ao todo, três aeronaves que seriam utilizadas nas atividades permaneceram sem voar.

Paulo Dalla relatou que estava no local no momento das fortes rajadas e que também havia previsão de aulas de instrução. Diante do vento registrado, as operações foram suspensas por segurança.

Como ventos fortes interferem no pouso de um avião?

A intensidade do vento, isoladamente, não é o único fator levado em consideração durante uma aterrissagem. A direção em relação à pista é determinante para avaliar se uma operação pode ser realizada com segurança.

O vento de proa, que sopra aproximadamente na direção contrária ao deslocamento da aeronave, pode fazer parte de operações normais. Já componentes fortes de vento cruzado ou rajadas intensas podem dificultar o controle da aeronave durante a aproximação e, principalmente, nos momentos próximos ao toque na pista.

Os limites variam conforme o modelo da aeronave, as condições da pista e os procedimentos adotados pela companhia e pela tripulação. Por isso, uma determinada velocidade do vento não representa automaticamente o mesmo limite para todos os aviões e aeroportos.

Quando os parâmetros de segurança não podem ser atendidos, a alternativa é interromper a aproximação. Esse procedimento faz parte da rotina operacional da aviação e existe justamente para evitar que uma aterrissagem prossiga em condições inadequadas.

Passageiros podem enfrentar alterações quando o tempo impede o pouso

Episódios de vento forte, tempestades, baixa visibilidade e outras condições meteorológicas podem provocar atrasos, cancelamentos, retorno ao aeroporto de origem ou desvio para outro terminal.

Passageiros afetados por mudanças na operação devem acompanhar os canais oficiais da companhia aérea e as informações fornecidas no aeroporto para saber sobre eventual reacomodação e continuidade da viagem.

No caso do voo que seguia para Santo Ângelo, a informação disponível é de que a aeronave retornou a Porto Alegre após não conseguir completar o pouso.

Segurança prevalece quando condições meteorológicas se deterioram

A ocorrência em Santo Ângelo evidencia o impacto que rajadas intensas podem exercer sobre diferentes operações aéreas. Enquanto o voo comercial precisou retornar à capital, as atividades de instrução do aeroclube também foram interrompidas.

A interrupção de uma aproximação ou a decisão de não decolar diante de condições meteorológicas adversas são procedimentos preventivos. A prioridade é manter a operação dentro dos parâmetros de segurança previstos para cada aeronave e situação.

Com rajadas que chegaram a 108 km/h, as condições registradas em Santo Ângelo foram suficientes para alterar tanto a aviação comercial quanto as atividades locais de instrução de voo.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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