Zimbabuanos procuram refúgio político na África do Sul

Dentre os cerca de 4 milhões de zimbabuanos que vivem na África do Sul, muitos se mudaram para o país devido a perseguições políticas. Além da pobreza, do desemprego e…
Dentre os cerca de 4 milhões de zimbabuanos que vivem na África do Sul, muitos se mudaram para o país devido a perseguições políticas. Além da pobreza, do desemprego e da educação precária, grande parte dos imigrantes do Zimbábue que vieram ao país-sede da Copa do Mundo sofreram também com o regime político que vigora em sua terra natal. Esses querem mesmo é refúgio em algum outro lugar.

De acordo com Givemore Nhidza, presidente da Fundação para os Zimbabuanos na África do Sul, o governo do presidente Robert Mugabe persegue seus opositores e condena à morte àqueles que não estão alinhados com as suas políticas. Mugabe está no poder da África do Sul desde 1980, primeiramente como primeiro-ministro e atualmente como presidente. É considerado por Nhidza um ditador.

“Eu fui soldado do Exército do Zimbábue”, conta ele. “Resolvi fazer parte de um movimento de oposição e hoje sou procurado em meu país. Tive que mudar para a África do Sul para não morrer”.

O bispo Paul Verry, que recebe imigrantes na igreja da qual é o responsável, confirma que problemas políticos são um dos maiores motivos para a emigração no Zimbábue. Segundo ele, os zimbabuanos são cerca de 80% dos 1,5 mil imigrantes que dormem em sua igreja diariamente.

“Já recebi uma professora que teve que fugir com toda sua família porque ensinou aos seus alunos o que era o criticismo”, afirmou Verry.

De acordo com a pesquisadora Tara Polzer, da Universidade de Witwatersrand, devido à situação política no Zimbábue, o governo sul-africano interrompeu a deportação de imigrantes ilegais vindos do país em abril do ano passado. Também passou a conceder visto gratuito aos zimbabuanos que decidirem viajar para África do Sul.

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Entretanto, segundo Polzer, zimbabuanos que vêm à África do Sul têm dificuldades em obter visto de trabalho. Por isso, grande parte deles está desempregada ou trabalhando em condições precárias.

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