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Veja os benefícios do ócio criativo para a saúde

Criado pelo sociólogo italiano Domenico De Masi, o termo “ócio criativo” significa a conciliação harmônica entre o trabalho, os estudos e os jogos, ou seja, o uso do lazer e do aprendizado para a produtividade e inovação.  

“O ócio criativo não é um simples momento de inatividade, mas, sim, uma pausa produtiva que permite o surgimento de novas ideias, a resolução de problemas e o desenvolvimento pessoal. Pode envolver atividades como leitura, caminhadas ao ar livre, hobbies artísticos ou, até mesmo, momentos de contemplação”, explica a psicóloga Luciane Rabello, especialista em expatriados e RH.  

Por sua vez, Sandra Regina Rudiger, psicóloga, palestrante e escritora, pontua que a principal ideia dessa pausa não é a atividade em si, mas como você a encara. Isto é, sem pressa, sem cobranças e com espaço para a mente relaxar e criar.  

Vantagens do ócio criativo para a saúde mental e neurológica 

O ócio comum e o criativo não são iguais. De acordo com a psicóloga Luciane Rabello, o primeiro é caracterizado por momentos de inatividade sem propósito, como assistir TV ou ficar nas redes sociais de forma passiva. O segundo, por outro lado, envolve uma pausa intencional e enriquecedora. “A diferença principal está na qualidade do descanso e no impacto positivo gerado”, complementa. 

Segundo a Dra. Natasha Consul Sgarioni, neurologista da clínica Mantelli, o ócio criativo apresenta inúmeros benefícios para a saúde mental e neurológicas. São eles: 

  • Redução do estresse e da ansiedade; 
  • Prevenção do burnout; 
  • Melhora do humor; 
  • Aumento da criatividade; 
  • Fortalecimento das conexões neurais; 
  • Aprimoramento da memória e da cognição.  
Ouvir música é uma das formas eficazes para adolescentes investirem no ócio criativo (Imagem: Africa Studio | Shutterstock)

Atividades para cada idade 

O ócio criativo pode ser praticado por qualquer pessoa. Contudo, existem atividades que podem ser mais benéficas para cada faixa etária. O Dr. André Ceballos, neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, lista algumas opções: 

  • Crianças: brincadeiras livres, atividades artísticas, jogos lúdicos e momentos ao ar livre; 
  • Adolescentes: música, esportes recreativos, desenho e leitura leve; 
  • Adultos: passeios curtos, jardinagem, culinária tranquila e artesanato; 
  • Idosos: atividades sociais leves, artesanato, caminhadas em contato com a natureza e conversas descontraídas. 

Iniciando o ócio criativo 

Para obter os benefícios, as atividades do ócio criativo precisam de um certo investimento e perseverança. Para que o início do processo não seja difícil, é preciso seguir algumas dicas. O Dr. André Ceballos recomenda escolher atividades que lhe sejam prazerosas e estabelecer uma regularidade para o seu cumprimento. “Durante esses períodos, evite se preocupar com tarefas complexas, permitindo que os pensamentos surjam naturalmente e sem pressão”, complementa. 

Por sua vez, a Dra. Natasha Consul Sgarioni explica que é preciso equilibrar o tempo distribuído entre o descanso criativo e as necessidades do cotidiano. Além disso, é importante evitar distrações como redes sociais por tempos longos, pois podem ser um estímulo excessivo e desnecessário para o cérebro. 

Tempo para o ócio criativo

Conforme o Dr. Leonardo Fonseca, psiquiatra e diretor médico da Clínica Revitalis, não há um tempo exato para a prática do ócio criativo. Contudo, deve caber na rotina, ser curto e bem gerenciado, para o foco ficar somente na atividade. “Acredito que algo em torno de 30 minutos contínuos possa trazer muitos benefícios”, adiciona.  

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Além disso, apesar dos benefícios, o excesso de ócio criativo pode ser prejudicial. Conforme a psicóloga Luciane Rabello, quando as atividades se tornam excessivas a ponto de prejudicarem os compromissos sociais, elas podem levar à procrastinação, frustrações e sensação de estagnação. “O ideal é que o ócio criativo seja um complemento à rotina, e não um substituto das responsabilidades diárias”, finaliza. 

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