Gaúchos cometeram 5,1 mil infrações por dia em 2010
Em 2010, foram 1,9 mil infrações diárias por excesso de velocidade, 553 veículos flagrados com alguma irregularidade, 432 estacionados em local proibido e 278 condutores sem cinto de segurança a cada dia do ano. O fato do excesso de velocidade ser a infração mais flagrada, não quer dizer, necessariamente, que seja a mais cometida. O maior número de autuações se deve aos controladores de velocidade eletrônicos, que registram as infrações, independentemente de serem surpreendidas pelos agentes de trânsito.
No segundo lugar do ranking, está a série de irregularidades previstas no Artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, essas sim flagradas pelos órgãos de fiscalização, que incluem: falta de licenciamento, placas sem condições de legibilidade, com cor ou característica alterada, ausência de equipamento obrigatório, entre outras enumeradas nos 22 incisos do artigo – o que explica a segunda posição. Em seguida, entre as infrações mais comuns, estão estacionamento em lugar proibido e falta do cinto de segurança. Esse ranking se mantém inalterado nos últimos cinco anos, pelo menos.
Motos e caminhões
Entre motocicletas e caminhões, as irregularidades com o veículo estão em primeiro lugar do ranking nos últimos três anos, ficando o excesso de velocidade oscilando entre a segunda e a terceira posição.
Em 2010, a segunda infração mais cometida pelos motociclistas foi a de dirigir sem documento de habilitação ou com documento irregular (30,5 mil ocorrências). Entre os caminhoneiros, a terceira foi a de dirigir sem cinto de segurança (8,1 mil ocorrências).
Uma análise desses dados pode explicar algumas situações do dia a dia das cidades gaúchas. O excesso de velocidade, por exemplo, está presente em grande parte dos acidentes com vítimas e influi diretamente na gravidade desses acidentes, assim como a ultrapassagem em local proibido, que soma 46,5 mil infrações em 2010 – 127 flagrantes diários de irresponsabilidade.
As irregularidades do Artigo 230 refletem, muitas vezes, a má conservação da frota e o descuido dos condutores com a manutenção de seus seus veículos. Um equipamento obrigatório, como o extintor de incêndio, pode ser a diferença entre a vida e a morte na hora de um acidente, assim como pneus em bom estado. Da mesma forma, um carro em dia com a manutenção dificilmente provocará transtornos no trânsito por falha mecânica.
“As leis existem para garantir a fluidez e a segurança do trânsito. A infração a essas normas sempre tem consequências e, às vezes, elas são graves e irreversíveis, como os acidentes de trânsito. Estudos mostram que 93% dos acidentes são provocador por falha humana e grande parte desses tem presente o fator comportamental”, avalia o diretor-presidente do Detran/RS, Alessandro Barcellos.