OMS dá por encerrada a epidemia de gripe A, mas mantém alerta

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje (10) o fim do alerta de pandemia de gripe A. Os especialistas advertiram que o mundo entra agora na fase de pós-pandemia….
A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje (10) o fim do alerta de pandemia de gripe A. Os especialistas advertiram que o mundo entra agora na fase de pós-pandemia. A mudança de status foi causada por uma série de análises sobre riscos de contaminação feitas em vários países.

A advertência é que o vírus Influenza H1N1 assume o comportamento da gripe sazonal e que não foi extinto. No entanto, o fim do alerta de pandemia não deve levar à suspensão das atividades de vigilância e combate ao vírus, afirmam especialistas. Experiências anteriores indicam que é esperado que o Influenza H1N1 continue a circular como um vírus sazonal. Os grupos de risco incluem crianças, mulheres grávidas e pessoas com problemas respiratórios ou com doenças crônicas – como asma e diabetes.

Em entrevista coletiva concedida hoje, a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, alertou que as pandemias têm características próprias, como a imprevisibilidade.

— Como eu disse, as pandemias são imprevisíveis e propensas a oferecer surpresas. Não há duas pandemias iguais. Essa pandemia acabou sendo mais afortunada em relação ao que se temia há um ano — disse ela.

Segundo Chan, a sorte contribuiu com a saúde mundial.

— Desta vez fomos ajudados por pura sorte. O vírus não se transformou, durante a pandemia, em uma forma mais letal. A resistência generalizada ao oseltamivir [substância antiviral para o tratamento da nova gripe] não se desenvolveu. A vacina demonstrou ser uma boa forma de combate ao vírus circulante e mostrou ser um excelente perfil de segurança — disse.

De acordo com a diretora-geral, a comunidade internacional contribuiu positivamente para evitar o agravamento da pandemia.

— Graças à extensa preparação e apoio da comunidade internacional, mesmo em países com sistemas de saúde muito frágeis, foi possível detectar os casos e comunicá-los prontamente. Se as coisas tivessem corrido mal, em qualquer dessas áreas, estaríamos numa situação muito diferente hoje — afirmou.

Neste período de pós-pandemia, foram localizados focos de magnitude diferentes que indicam níveis significativos de transmissão de gripe A. Há um alerta nos hemisférios Sul e Norte em decorrência de surtos da gripe supostamente causados pelo vírus Influenza H1N1.

Também existem duas situações observadas, segundo a OMS, na Nova Zelândia e Índia. Os especialistas elogiaram as ações das autoridades sanitárias dos dois países que adotaram medidas de vigilância, detecção, além do tratamento rápido e de vacinação recomendada. A OMS identificou que houve casos, incluindo os jovens saudáveis, de desenvolvimento de forma grave de pneumonia viral primária a partir da contaminação pelo Influenza H1N1. Segundo os especialistas, esse tipo de pneumonia exige um tratamento próprio e mais complexo. Eles não sabem, por enquanto, se o padrão vai mudar durante o período pós-pandemia. Por isso, há um alerta de necessidade de vigilância.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp

Paralelamente, os especialistas vão se basear em experiências anteriores para verificar que doenças podem ser causadas a partir do vírus Influenza H1N1. Serão observadas ainda as faixas etárias mais suscetíveis ao agravamento de uma doença, por exemplo. Em geral, eles afirmam que crianças e idosos são os principais afetados.

Este conteúdo foi produzido em parceria com colaborador do Portal Litoralmania. O Litoralmania revisa, edita e publica o material assegurando qualidade, apuração e transparência, mantendo seu compromisso com informações confiáveis e bem fundamentadas.

Notícias relacionadas