O mais belo e precioso segredo – Dom Jaime Pedro Kohl

Neste domingo, estamos iniciando o mês vocacional. A questão vocacional deve ser uma preocupação constante para todos os católicos, não apenas durante o mês de agosto, pois cada indivíduo é…
Dom Jaime Pedro Kohl
Foto: Dom Jaime Pedro Kohl

Neste domingo, estamos iniciando o mês vocacional. A questão vocacional deve ser uma preocupação constante para todos os católicos, não apenas durante o mês de agosto, pois cada indivíduo é chamado a dar sua resposta pessoal a Deus, que nos convida a entrar em comunhão com Ele, vivendo uma aliança de amor. Além disso, Ele conta com todos os batizados para torná-Lo conhecido e amado.

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Gostaria de me dirigir especialmente aos jovens. São vocês, jovens, que têm as melhores condições para fazer opções por uma vida de entrega total a Deus e ao serviço dos irmãos, bem como para embarcar em missões. Amados jovens, sabem que aqueles que já têm suas vidas encaminhadas tendem a construir seus projetos com base em seus investimentos, raramente se propondo a ideais mais exigentes e altruístas.

Seria bom que todos os jovens, preferencialmente antes da conclusão do ensino médio, se perguntassem: “Deus me chamou à vida. Eu vivo. O que Ele espera de mim? Qual é a Sua vontade em relação a mim? Qual é o meu projeto de vida? Ele está em sintonia com o pensamento do Deus/Amor que, sem sombra de dúvida, me quer feliz? Como posso responder a essa questão tão profunda e pessoal de maneira livre e responsável?”

Antes de tudo, é importante ouvir, o que pode ser feito ao se colocar na presença de Deus, em um momento sereno de oração pessoal, permitindo que o Espírito Santo se manifeste por meio de Suas inspirações. Escutar a voz da consciência pode ajudar a ver indicações diferentes do considerado normal. Outra forma importante é a leitura e meditação da Palavra de Deus, que faz o coração arder e vibrar de alegria ao perceber o chamado divino ao seguimento e a um amor especial.

A vontade de Deus também pode se manifestar por meio dos apelos das realidades concretas que clamam por solidariedade. Nesse sentido, a própria carência de ministros ordenados para a pastoral e de consagrados e consagradas para ajudar os pobres, doentes, crianças e idosos. Muitas vezes, na história, essas carências foram a ocasião para despertar uma vocação para uma vida santa e fecunda.

Esse despertar para um comprometimento maior, renunciando a algo tão bonito e bom, como constituir uma família, para ser cooperador de Cristo, é algo extraordinário. Dizemos que é uma dádiva divina porque não se trata de mérito, mas de pura graça. A iniciativa é sempre de Deus. Portanto, não basta a pessoa querer, pois não se trata de um direito como na profissão, mas de uma eleição. É algo que absorve todas as energias e qualidades em função de um serviço específico na Igreja e no mundo.

Quando o coração começa a arder por um determinado ideal, os pés se colocam a caminho, e a pessoa inicia um movimento de saída, indo ao encontro de Deus e permitindo-se ser encontrada por Ele, selando uma aliança de amor que implica a vida toda, sem reservas ou restrições, proporcionando ao coração humano uma serenidade e paz que somente Deus pode dar. Dessa forma, “a vocação aparece realmente como um dom de graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”.

Textos bíblicos: 1Rs 3,5.7-12; Rm 8,28-30; Mc 3,13-19; Sl 118(119)

Dom Jaime Pedro Kohl – Bispo Diocesano

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