Torres pede apoio das construtoras no combate a dengue

A Vigilância Ambiental em Saúde, departamento da Secretaria da Saúde, que coordena o programa da dengue em Torres, pede o apoio das empresas construtoras de imóveis e prédios para que…

Mosquito-da-dengueA Vigilância Ambiental em Saúde, departamento da Secretaria da Saúde, que coordena o programa da dengue em Torres, pede o apoio das empresas construtoras de imóveis e prédios para que se mantenham vigilantes e não deixem acumular água parada.

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Tal pedido vem após uma denúncia em uma construção no centro de Torres com uma piscina com água acumulada, sendo uma grande possibilidade de o mosquito se proliferar nesse local.

Segundo Lasier França, coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde o apoio das construtoras é de extrema importância, orientando seus funcionários a não deixarem acumular água parada, consequentemente não dando chance para o surgimento do Aedes Aegypti.

Nos próximos dias a vigilância ambiental irá entregar nas empresas um documento pedindo um cuidado ainda maior nas construções, visando combater o Aedes aegypti na nossa cidade.

“Nos disponibilizamos a realizar treinamentos e palestras nas empresas, a fim de esclarecer qualquer dúvida sobre o mosquito da dengue, lembrando que o inseto também é vetor do vírus chikungunya”, afirmou o coordenador.

Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.

Seus sintomas são semelhantes aos da dengue:febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

Para tratar a água onde é impossível eliminá-la, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) propõe, como alternativa, o uso de uma mistura de oito partes de cal e duas de cloro. O composto é biodegradável e tem um custo bem inferior ao dos larvicidas. Além disso, ele permanece por mais tempo na água depois de aplicado.

Para prevenir o aparecimento de criadouros do mosquito, os funcionários da obra devem estar bem atentos e observar os locais que possam acumular água. Identificar um criadouro exige boa observação, pois os ovos do mosquito são bem escuros e menores que um grão de areia. A partir deles, surgem as larvas que, com tamanho aproximado ao de uma cabeça de agulha, fazem movimentos em “S” na água parada e limpa.

Veja algumas dicas que ajudam no combate à dengue:
Não deixe entulho, restos de alimentos e outros materiais descartáveis espalhados. Recolha diariamente o lixo; faça a drenagem da água que acumula nas sapatas e no poço do elevador; tampe as caixas-d’água; estique bem as lonas para evitar a formação de poças; vistorie e limpe as calhas com frequência.

12 possíveis criadouros: entulho de demolição, caixas-d’água, lonas, calhas, galões e latões, piscinas e fontes, bandejas de ar-condicionado, ralos, latas, garrafas e tampinhas, sacolas plásticas, poço do elevador e capacetes.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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