Quase 900 mamíferos marinhos doentes ou mortos já foram encontrados no litoral do RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apresentou, nesta segunda-feira (27/11), balanço de ações para enfrentamento da gripe aviária no Rio Grande do Sul.

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A apresentação foi realizada em reunião da Câmara Setorial das Aves, conduzida em formato híbrido.

A coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski, destacou que as ações precederam os primeiros casos no Estado, com uma preparação extensa para quando o vírus H5N1, que causa da gripe aviária, chegasse ao Rio Grande do Sul.

“Atividades de educação e comunicação de risco, vigilância ativa e investigação de notificações são os pilares da nossa atuação, sempre com a integração com outras secretarias de estado, governos municipais e setor produtivo”, ressaltou Ananda.

Feira dos Retalhos

Desde o primeiro caso registrado em maio, o Estado contabiliza quatro focos confirmados de gripe aviária.

Os primeiros registros de mamíferos marinhos infectados ocorreram em outubro.

Até o momento, 891 mamíferos marinhos doentes ou mortos foram localizados no litoral gaúcho.

A maioria dos casos se concentra nos municípios de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande e São José do Norte.

O Serviço Veterinário Oficial já acumula 6.512 ações de vigilância ativa desde janeiro de 2023, com estimativa de 7,06 milhões de aves observadas; além de 4.456 ações de educação sanitária, com alcance estimado de 3 milhões de pessoas.

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A vigilância passiva recebeu 203 notificações de casos suspeitos, com colheita de amostras em 51 dessas ocorrências e quatro casos confirmados.

Nenhum desses casos são de aves de produção – o que mantém o status sanitário do Estado e do país. O painel de acompanhamento de todas as ações pode ser consultado aqui.

Situação atual da avicultura no RS

O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, traçou um panorama da situação atual da avicultura no Rio Grande do Sul.

A integração entre os órgãos públicos e o setor produtivo foi apontada como determinante para que a gripe aviária não tenha entrado na avicultura comercial do Estado, com os casos se restringindo a animais silvestres, no litoral.

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José Eduardo ressaltou que os produtores têm mantido ações de biosseguridade em suas granjas, para impedir a entrada do vírus H5N1 em seus plantéis. “A biosseguridade tem que ser constante e permanente, não podemos nos descuidar”, alertou.

Além da gripe aviária, o presidente da Asgav lista como os principais desafios atuais dos avicultores gaúchos: o alto preço do milho grão, que compõe 70% da ração das aves; flutuação dos preços da carne e dos ovos no mercado internacional; e questões de competitividade dentro do mercado doméstico.

“De 50 a 55% da carne de frango comercializada no Rio Grande do Sul vem de outros estados. Por que estamos perdendo espaço dentro do nosso próprio mercado? Estamos trabalhando junto com as secretarias da Fazenda, Agricultura e Desenvolvimento Econômico para buscar um mecanismo de equilíbrio”, concluiu.

Participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Asgav, Emater/RS-Ascar, Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Seapi e Secretaria de Desenvolvimento Rural.

Elaine Pinto

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