Sequestro, morte por dívida e mais: veja linhas de investigação sobre a morte de enfermeira no RS

Rio Grande do Sul: A Polícia Civil acrescentou uma linha de investigação no caso da enfermeira Priscila Ferreira Leonardi, 40 anos, encontrada morta em 6 de julho em Alegrete, na fronteira oeste do estado.

A suspeita sendo apurada é a de que Priscila tenha sido sequestrada para obtenção de patrimônio dela por meio de extorsão.

Um primo da vítima está preso e é suspeito de ser o mandante do crime.

O homicídio, por essa hipótese, não teria sido arquitetado desde o princípio, mas acabou ocorrendo por algum percalço na execução do plano.

Responsável pela investigação, a delegada Fernanda Graebin Mendonça, da 1ª Delegacia de Polícia de Alegrete, classificou nesta quarta-feira (19) como uma “hipótese possível” a encomenda do sequestro seguida da subtração de bens, mas com algum imprevisto no caminho levando ao brutal assassinato.

— Buscamos esclarecer o que pretendiam, como fizeram e em qual momento eventualmente deu errado, evoluindo para um homicídio. Ainda não podemos afirmar, mas buscamos identificar a intenção inicial dos executores e quem fez o quê. E, se algo deu errado, em qual momento e por quê — diz a delegada Fernanda.

A Polícia Civil já constatou que, nos momentos que sucederam o desaparecimento da enfermeira, não houve movimentação nas contas bancárias dela.

Além da possibilidade de sequestro com objetivo de subtração de bens, as outras linhas de investigação verificam se o primo mandou matar a prima devido a disputas patrimoniais ou se ela pode ter sido vítima de feminicídio, o que poderia levar o foco para outros potenciais autores.

Também é apurada a eventual atuação de um pai de santo de Alegrete, apontado pelo primo como autor de ameaças por supostas dívidas de Priscila.

A Polícia Civil segue trabalhando para identificar os executores. Uma das suspeitas é de que eles sejam integrantes de facção criminosa. Não é descartado, diz a delegada, o envolvimento de outros parentes da enfermeira na concepção do crime, além do primo.

— Ainda temos vários nomes de possíveis executores e não confirmamos 100%. É mais de um nome. Se são indivíduos faccionados, vamos saber na medida em que confirmarmos a identidade de outros envolvidos — afirma a delegada.

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